Big Walk chega a PS5, PC e Switch 2 — e deixa o Xbox de fora
O co-op Big Walk, desenvolvido pela House House, chamou atenção por unir exploração em grupo, comunicação por voz e um mundo estranho que exige colaboração constante entre os jogadores. O lançamento, porém, trouxe uma ausência que virou assunto: a versão para Xbox não entrou na janela inicial, que contemplou PS5, PC e Switch 2.
Para quem busca acompanhar progresso, troféus e conquistas, o recorte importa. Sem um lançamento confirmado no Xbox, o título não passa a fazer parte do catálogo de progresso na plataforma, deixando amigos que jogam pelo console da Microsoft fora da experiência completa.
A explicação do estúdio: alinhamento a um boicote à Microsoft
A House House afirmou que a decisão está ligada a um boicote conduzido pela BDS — Boycott, Divestment, and Sanctions, movimento de origem palestina que pede boicote, desinvestimento e sanções contra Israel. Segundo o estúdio, a Microsoft e sua divisão de jogos, hoje novamente associada à marca Xbox, aparecem como alvos prioritários dessa campanha.
Em sua explicação, a equipe diz acreditar que ações coletivas podem pressionar interesses poderosos e que o jogo só voltará a ser considerado para Xbox quando a Microsoft deixar de ser alvo do boicote.
O estúdio também reconhece que a escolha pode prejudicar parte do público, especialmente jogadores que querem acessar o game com amigos em plataformas diferentes.
Impacto para jogadores e para o ecossistema de conquistas
A ausência no Xbox cria uma divisão prática no acesso ao jogo:
- PS5, PC e Switch 2: plataformas onde Big Walk foi lançado;
- Xbox: sem versão disponível, o que exclui o console do ecossistema de troféus/conquistas do título;
- Multijogador: amigos com Xbox podem ficar de fora, já que o co-op depende de grupos reunidos;
- 100% e progresso: para quem cataloga conquistas, o jogo não entra no perfil da plataforma enquanto não houver lançamento.
Se o título tiver troféus ou conquistas nas versões existentes, o público de Xbox não poderá contabilizá-los. Para a House House, o custo de afastar jogadores pareceu aceitável diante da convicção política e do posicionamento adotado.
Contexto: boicote, geopolítica e decisões de estúdios
A notícia se passa em um cenário sensível. A fonte lembra que parte dos países reconhece a situação em Gaza e na Cisjordânia como genocídio, enquanto Estados Unidos e Israel rejeitam essa caracterização. Movimentos como a BDS ganharam visibilidade ao pedir pressão econômica e política contra empresas e governos ligados ao Estado de Israel.
Para a indústria, o caso de Big Walk mostra como estúdios independentes podem tomar decisões de plataforma por motivos éticos ou políticos, mesmo reconhecendo que isso afeta alcance comercial e comunidade. O resultado é um jogo que circula entre amigos, mas com uma fronteira de acesso que agora também é ideológica.
O que observar daqui para frente
A questão central para os jogadores é simples: a ausência do Xbox é temporária ou definitiva? A House House condiciona qualquer mudança a um cenário em que a Microsoft deixe de ser alvo da BDS. Enquanto isso, Big Walk segue como um co-op que mistura exploração, conversa e cooperação — mas com um recorte de plataformas que virou parte do debate ao redor do lançamento.


